Instituto Nzinga

Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e de Tradições Educativas Banto no Brasil

Finalidades

pesquisa e difusão da Capoeira Angola e demais tradições educativas da matriz banto africana a ela vinculada
(artigos e monografias sobre Capoeira Angola e suas interfaces educacionais e sociológicas)
promoção social
educação e anti-racismo

 

capoeira angola - bateria

 

 

Principais programas

Capoeira Angola para jovens e adultos, crianças e idosos
Ginga Muleeke
Kakurukaju

Ginga Muleeke Kakurukaju

Revista Toques D’Angola
nº 4 novembro/2005, nº 3 novembro/2004 (arquivo pdf 1926 KB), nº 2 maio/2004, nº 1 novembro/2003, nº 0 abril/2003

revista  revista

 

 

A tese "Iê, Viva Meu Mestre. A Capoeira Angola da 'escola pastiniana' como práxis educativa", escrita por Rosângela Costa Araújo (Mestre Janja) como requisito para a obtenção do título de Doutora em Educação na Universidade de São Paulo, em 2004, é um destes estudos, e seu resumo indica a temática que orienta as atividades do INCAB/Grupo Nzinga.

O estudo apresenta a Capoeira Angola proposta pela 'escola pastiniana' como uma práxis educativa fundada na ancestralidade, na oralidade e na comunidade. Aponta estes três pilares como princípios de pertencimento à dinâmica das tradições africanas no Brasil, dialogando sobre a resistência negra e sua permanência nos fazeres educacionais.

Ancestralidade se refere a Mestre Pastinha, a suas reflexões, como matriz de uma descendência, e aos vínculos entre a capoeira e o candomblé, como referência de pertencimento e não como atividade, isto é, como ambiência de uma africanidade pautada no convívio com o sagrado.
Oralidade, principal via de repasse do conhecimento, corresponde à valorização de uma técnica de educação tradicional africana.
E comunidade se refere a grupos formados por um ou mais líderes que partilham os mesmos códigos de pertencimento e símbolos de identidade.

Este terceiro pilar traz também o acolhimento que propicia a esta práxis educativa a formação de comunidades abertas à alteridade que conduzem, na Educação, o debate acerca dos valores ritualísticos e dos ritos de iniciação, nos indivíduos e na vivência comunitária, para orientar a reflexão sobre o sentido da identidade e do pertencimento.

Assim, a Capoeira Angola da 'escola pastiniana' como práxis educativa, embora não se consolide no ambiente escolar, para ele também se volta ao formar cidadãos críticos e em condições de colaborar para o entendimento de campos como corpo, espiritualidade, arte e comunidade, interligando-os como princípios sagrados do aprender/viver.

Muitos documentos e depoimentos foram analisados na pesquisa, que aponta a Capoeira Angola da 'escola pastiniana' como esquema de organização cultural que permite refletir sobre a presença dos africanos e seus descendentes no Brasil e, a partir daí, em outras comunidades, e sobre formas culturais de compartilhamento do destino humano.

menina e berimbau

 

Alguns textos

Entrevista - Mestre João Grande
(arquivo pdf 114 KB)

Referências - Dênis Rodrigues da Silva
(arquivo pdf 64 KB)

Revista Palmares - Paula Cristina da Silva Barreto
(arquivo pdf 222 KB)

Camila Carrascoza Bomfim. Roda de capoeira: música e tradição oral na cidade de São Paulo. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Instituto de Artes, UNESP, 2003.

Kárin Teixeira Araújo. Identidade negra na Capoeira Angola: uma investigação antropológica sobre a reconstrução da identidade negra dentre os angoleiros do Grupo Nzinga. Monografia (Graduação). Brasília: Departamento de Antropologia, Universidade de Brasília, 2003.

Maria Caroline de Figueiredo Veloso. Capoeira Angola e o Grupo Nzinga: configurações identitárias e socialidade de "lugar praticado" na "cidade nova" (Brasília - tempo presente). Monografia (Graduação). Brasília: Departamento de História, Universidade de Brasília, 2003.

Rosângela Costa Araújo. Sou discípulo que aprende, meu mestre me deu lição: tradição e educação entre angoleiros baianos (anos 80-90). Dissertação (Mestrado). São Paulo: Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 1999.

Manoela Ziggiatti. Corpo vivo. Vídeo-documentário (Graduação). São Paulo: Departamento de Jornalismo, ECA, Universidade de São Paulo, 1998.

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