Realizações

Além dos treinos, debates e rodas nos núcleos, o Instituto Nzinga de Capoeira Angola realiza as seguintes iniciativas:

  • Projeto Ginga Muleeke: Capoeira angola, música e formação para cerca de 40 crianças e jovens de baixa renda e/ou em situação de risco social, na comunidade do Jardim Colombo, zona oeste de São Paulo. Indiretamente, o trabalho atinge mais de 100 familiares (os núcleos de Salvador, Brasília, Maputo e Cidade do México também promovem ações educativas com crianças). Esse projeto vem sendo conduzido desde 2003 e, atualmente, nossas atividades acontecem no espaço de uma ONG parceira do INCAB: o Projeto Viver. Esse bairro da periferia oeste da cidade de São Paulo é uma região marcada por altos índices de pobreza e exclusão social, o que reforça a responsabilidade que os seus integrantes assumiram ao resolver se instalar na região. Em 2008 contamos com o patrocínio do Programa VAI (Programa para Valorização de Iniciativas Culturais) da cidade de São Paulo, convênio que foi renovado em 2009. O Ginga Muleeke tornou-se referência em trabalhos de educação na região, incluindo treinos de capoeira angola e esboçando a formação de uma pequena orquestra de berimbaus com jovens e crianças da região, inspirada da Orquestra Nzinga de Berimbaus, que surgiu dentro do Grupo Nzinga de Capoeira Angola. O aprofundamento e a expansão desse projeto são um dos principais objetivos da candidatura do Nzinga a Ponto de Cultura.
     
  • Divulgação e intercâmbio de capoeira: Buscando constante aprimoramento na arte da capoeira angola, o Nzinga já recebeu angoleiros e pesquisadores dos mais diversos locais do Brasil e de vários países do mundo, do mesmo modo que seus mestres têm viajado constantemente em eventos que promovem a capoeira e outros temas relativos à cultura africana no Brasil. Os integrantes do Nzinga promovem debates, oficinas e rodas públicas divulgando a capoeira angola, a cultura de paz e os direitos humanos.
     
  • Oficinas especiais: O INCAB já promoveu oficinas com mestres renomados da capoeira, como João Pequeno e João Grande, Neco, Cobra Mansa, Jurandir, Manoel, Angolinha e Valmir, todos descendentes diretos do Mestre Pastinha. E outros mestres da cultura popular, como Tata Mutá Imê, Tião Carvalho e Maurício Alves.
     
  • Orquestra Nzinga de Berimbaus: São cerca de 30 capoeiristas executando arranjos sobre os toques tradicionais da capoeira angola, assim como ritmos de outras manifestações culturais afro-brasileiras. É uma inovação dentro do universo da capoeira angola, fazendo parte do conjunto de atividades de pesquisa e educação desenvolvidas pelo Nzinga. Criada em 1999, surgiu da necessidade de transformar em música a tradição angoleira em seus aspectos mais complexos: filosofia, dança, ritmo, jogo, luta e brincadeira. Tem um histórico de diversas apresentações em São Paulo, Salvador, Brasília e Cidade do México.
     
  • Revista Toques d’Angola: Veículo temático dedicado ao debate e à divulgação das questões relevantes ao universo cultural e social afro-brasileiro. Atualmente prepara-se a edição de número 5, com o tema Religiosidade.
     
  • CDs Nzinga: O primeiro foi lançado em 2003, com músicas e cantos tradicionais da Capoeira Angola, além de arranjos da Orquestra Nzinga de Berimbaus. Teve excelente repercussão entre os apreciadores da cultura popular, com uma tiragem de 3.000, vendidos e distribuídos por todo o Brasil e no exterior. Agora está sendo gravado o novo álbum do Grupo Nzinga, patrocinado pela gravadora Pôr-do-Som, e inclui várias faixas executadas por crianças e adolescentes do grupo, e conta com as participações do compositor Tião Carvalho e do sacerdote Tata Mutá Imê, de Salvador. www.pordosom.com.br.
     
  • Site www.nzinga.org.br: Portal com informações sobre cultura africana e afro-brasileira, história e filosofia da capoeira angola, sobre o Grupo Nzinga e outros temas ligados às relações raciais e de gênero. É um dos sites mais visitados sobre o tema.
     
  • Documentários: a partir das reflexões de crianças angoleiras, nasceu um precioso relato sobre a história da capoeira angola, permeado por situações que falam de questões como racismo, gênero, identidade e ancestralidade. É o vídeo Iê – viva meu mestre. Esse documentário é resultado de uma parceria entre a Itinerante Filmes e o Grupo Nzinga de Capoeira Angola e foi produzido inicialmente como complemento da Tese de Doutorado de Rosângela Costa Araújo (Mestra Janja), apresentada na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, em 2004. Mais recentemente, a mesma parceria Itinerante/Nzinga produziu dois vídeos: um que registra o espetáculo da Orquestrinha Nzinga de Berimbaus, nas festividades do bumba-meu-boi do Morro do Querosene em 2008, e outro retratando a importância da capoeira angola na vida de crianças no Jardim Colombo (ambos patrocinados pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo).
     
  • Encontros ‘Viva Pastinha’: Capoeira angola, dança, música e debates, com participação diversificada de capoeiristas, militantes do movimento negro, acadêmicos e pessoas interessadas na temática das relações raciais e africanidades, acontece anualmente desde 2002, alternando entre os núcleos de Salvador, São Paulo e Brasília. Envolve mais de cem participantes diretos, de estados como a Bahia, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo várias crianças. Indiretamente, alcança centenas de pessoas, através dos formadores de opinião presentes e da divulgação no site do grupo, que veicula as temáticas debatidas.
     
  • Espiritualidade afro-brasileira: A preocupação com a herança comum entre a Capoeira Angola e o Candomblé de Angola é uma das marcas do Nzinga. A presença do Tata de Inquice Mutá Imê nos momentos decisivos do grupo é mais do que símbolo da constante da defesa da pluralidade e da tolerância, nos mais variados campos da vida social. Trata-se de prática de espiritualidade e de cultivo dos saberes ancestrais africanos.